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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

[Grécia] A educação gratuita e o asilo universitário foram eliminados com uma lei ultradireitista”

Em 24 de agosto foi votado, com pressa e por maioria, o projeto de lei de Educação Superior. É uma lei que converte as universidades, por completo, em presas do desenvolvimento capitalista. Necessitam de alguns analfabetos, totalmente especializados e escravos dóceis das empresas e do capital. Este é o único objetivo do novo projeto de lei de Educação Superior. Com as necessárias cláusulas suplementares, ou seja, as exigências ultradireitistas de eliminação de asilo, os partidos burgueses que se alternam no poder, juntamente com o partido fascista Laos, concordaram em votar o projeto de lei mais conservador que já se apresentou até hoje.
Apenas dois dias foram suficientes para eliminar a Educação Pública e expulsar das universidades o livre intercâmbio de idéias. Os partidos que aspiram tomar o poder e seus lacaios estão comemorando o consenso oficialmente alcançado, pela primeira vez, para implementar um projeto de lei que:
• Elimina diretamente a Educação Pública gratuita, abrindo caminho para a imposição de taxas, incluindo em estudos universitários anteriores à pós-graduação.
• Elimina a distribuição gratuita de anotações e livros acadêmicos, bem como a maioria dos benefícios para os estudantes.
• Elimina completamente o asilo universitário¹.
• Conduz à degradação total dos diplomas universitários, mediante a eliminação de departamentos e grupos universitários.
• Promove uma administração centralizada e oligárquica nas universidades, nas quais os empresários, gestores e políticos desempenharão o papel mais importante, enquanto os alunos terão um papel simbólico.
• Legitima as escolas privadas, pela porta de trás, já que lhes dá a oportunidade de seus alunos ingressarem no ensino superior, confirmando mais uma vez o caráter classista da educação.
• O Poder, através do novo projeto de lei, e com a colaboração entre eles, competindo a quem irá conduzir a política mais ultradireitista, afirma novamente que pretende “curar as patogenias” da educação em nosso país, lembrando muito a um velho aspirante a cirurgião-curador².
  Toda esta ofensiva ao setor da educação, no entanto, vem como uma peça a mais da reestruturação violenta do sistema e como tal deve ser enfrentada. Coletiva e combativamente, contra a guerra que nos declararam, contra a ocupação política e econômica que estão impondo.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

300 faculdades ocupadas em toda Grécia


Quarta-feira, 7 de setembro, estudantes de 300 faculdades em todo a Grécia votaram em assembléias estudantis a favor da ocupação de suas instituições. Quase a metade destas faculdades realizaram uma assembléia segunda-feira, renovando a decisão das assembléias na semana passada por ocupações e mobilizações durante os últimos dias de agosto. Os estudantes estão se opondo a Lei do Ensino Superior, de caráter totalitário e neoliberal, votada há poucos dias por deputados do partido governista Pasok, do partido direitista Nova Democracia, e do partido de extrema-direita Laos. Esta lei elimina o asilo universitário, o ensino gratuito e transforma as universidades em departamentos das empresas.
Enquanto isso, em 5 de setembro, na cidade de Récimno, em Creta, uns policiais secretas chegaram à porta da universidade local, exigindo entrar no campus para “averiguar se os estudantes ocupavam a universidade e informar a seus chefes”. É claro, não nomearam seus chefes quando foram solicitados a fazê-lo pelos guardas das instalações, que no final não foram autorizados a entrar no campus. Trata-se obviamente de uma arrogância e uma tentativa de intimidar os jovens, rebelados contra o regime, uma vez que as decisões das assembléias estudantis e ocupações são publicadas apenas após a conclusão das assembléias. Tanto eles e os seus amos devem receber a resposta que merecem.
A luta da juventude grega por dignidade e liberdade, contra o totalitarismo, o fascismo e a tremenda ofensiva do Estado e Capital, é uma questão que diz respeito a cada pessoa livre neste mundo. Vamos mostrar a nossa solidariedade da maneira que for possível.

                                           Cenas da Greve Geral da Grécia em 2011.