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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Atenção: Assembleia Quinta-Feira (20/10) 11h!

CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL DOS DISCENTES DE CIÊNCIAS SOCIAIS
Dia: 20 DE OUTUBRO DE 2011            HORA: 11:00 AM
LOCAL: SALA 08 DO ICHL (BLOCO DE CIÊNCIAS SOCIAIS)

                                           PAUTAS PARA REUNIÃO                           

1.   INFORMES
2.   REPRESENTAÇÃO DISCENTE
3.   ESPAÇO FÍSICO DO CACS
4.   ESCOLHA DE DELEGADOS DO ERECS/CORECS
wESCOLHA DE EDITORES PARA O JORNAL CACS.
c
5.   O QUE HOUVER

"Há coletivos que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis"
 c

domingo, 16 de outubro de 2011

Um pouco da história do movimento estudantil alternativo


*revisado: 20:21 - 16/09
"Ninguém nos representa!"

Em 2009 entrou em vigor a emenda 010/2008 que previa a redução dos passes estudantis de 120 para 44, bem como o fim do pagamento da chamada “tarifa social” aos domingos. A data escolhida pelo poder público foi o dia do trabalhador 1 de maio. Em resposta aos desmandos da administração pública influenciada pelos "tubarões" do transporte, seu deu a criação do Movimento Meia-Passagem (MMP) em assembleias de estudantes da UFAM. Naquele momento o sentimento de rebelião estava latente entre os universitários, havendo um forte senso de solidariedade e ajuda mútua entre os estudantes que estavam se organizando.

O motivo para o surgimento do MMP pode ser entendido pela necessidade de organização coletiva. Sem dúvida, o descrédito naquele momento, em relação aos líderes oficiais dos estudantes (DCE-UFAM, UNE e UEE), impulsionou a criação de uma referência onde se evitaria a noção de liderança e construção permanente do movimento em público, sendo uma resposta à paralisia que os estudantes enfrentavam ao deixarem decisões importantes nas mãos de poucos e suas comissões de negociação.




O MMP contou com apoio de todos os lados. Destacamos na UFAM o apoio da Associação de Docentes da Universidade do Amazonas (ADUA) e do Núcleo de Ciência Política do Amazonas (NCPAM). Possibilidades que permitiram distribuição do informativo PASSE A FRENTE e diversos debates na UFAM com políticos, como José Ricardo (PT) que denunciava as falcatruas dos poderosos contra a população. Duas "sexta-cultural", chamadas de Luau Levante e Lute, foram realizadas pelo MMP no campo da antiga Faculdade de Educação Física (FEF), hoje FEFF pela criação do curso de Fisioterapia. Cultural pois além das apresentações musicais ao vivo, manifestações  teatrais e poéticas, além de pirofagia, foram constantes. O dinheiro arrecadado permitiu a compra de um novo megafone e dois instrumentos de percussão. Mais de 15 atos públicos em diferentes pontos da cidade: Centro, Av. General Rodrigo Ótavio, Câmara Municipal de Manaus, Prefeitura de Manaus, Djalma Batista, etc.

O MMP procurou mobilizar as classes trabalhadoras, bem como secundaristas e outros setores da população manauara. Encontramos a solidariedade nas ruas como quando pessoas ofereciam águas aos estudantes em passeatas. Uma ruptura aconteceu, para quem não lembra no dia 06/05/2009, mais de 10 pontos da cidade tiveram ruas fechadas, algumas com barricadas, em protestos que estavam para além da luta por um transporte digno e de qualidade.

Tentativas para sabotar o movimento não faltaram. Nossos cartazes eram arrancados na UFAM pelos que não concordavam com nossa autonomia. Piadas e fofocas eram espalhadas para denegrir a imagem do movimento. Tentativas que apenas aumentaram a confiança na organização autônoma dos estudantes. Quem lembra daquela entrevista do prefeito de Manaus? "Os estudantes estão sendo manipulados", meia verdade para os estudantes da UFAM.

A luta continua! Solidariedade entre nós, guerra aos poderosos!

                           Foto: Manifestação no dia 09 de julho, terminal 1 ocupado!
                              Foto: Manifestação dia 04/05/2009 próximo da bola do coroado.
                       Foto: Mural feito pelo MMP no Mini-Campus. Para além do ICHL.

                         Foto: Cartazes no ICHL.

                       Confronto na CMM quando da aprovação do acordão feito com o prefeito e as supostas "liderenças" estudantis.



alguns links: Ncpam.com.br Afinsophia

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Portal UFAM: VI CIEURA

Atenção: Prazo de submissão de trabalhos até dia 21!



"Tendo como tema "Integração, Sociedade e Ambiente", a Ufam realiza o VI Congresso Internacional de Estudantes Universitários da Região Amazônica (VI CIEURA)  e o II Encontro de  Políticas  Públicas e  Desenvolvimento para a Pan-Amazônica e Caribe (II EPPAC).  Os eventos ocorrem de 16 a 18 de novembro, no Campus Universitário Senador Artur Virgilio Filho.


Informações na sala do CIEURA, bloco da Faculdade de Educação, telefones (92) 3305-4558/4559 ou pelo e-mail sextocieura@yahoo.com.br
Abaixo acesse ficha de inscrição e outros documentos.

Universidade Federal do Amazonas – UFAM
Universidade Estadual do Amazonas – UEA
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas – IFAM
Universidade Federal de Roraima – UFRR
Universidade Federal do Pará – UFPA
Universidade Luterana do Brasil – ULBRA
Centro Uniersitário do Norte – UNINORTE
Universidad Nacional de Colombia – UNAL
Universidad Nacional de la Amazonia Peruana – UNAP
Núcleo de Estudos Estratégicos Pan Amazônicos – NEEPA
Associação PanAmazôna

Acesse: Portal UFAM: VI CIEURA

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Portal UFAM: Saldo positivo em evento

                       Apresentação do CACS na sexta-feira: Assembleia do Colegiado.
 
Para Marcelo Seráfico, foram traçados dois pontos convergentes para a Semana das Ciências Sociais, estabelecidos em desafios e perspectivas na Amazônia, teve como suporte as palestras de três personalidades expressivas no cenário local e nacional. As professoras Marilene Corrêa e Edna Maria Ramos Castro foram as palestrantes que possibilitaram uma abordagem reflexiva de formação e atuação do profissional das Ciências Sociais.
Já o pesquisador do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) e membro diretor da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Henyo Trindade Barreto Filho, foi o terceiro palestrante, o qual fez uma retrospectiva das primeiras inserções de regulamentação profissional do antropólogo, assim como abordou sobre as legislações específicas para a atuação desse profissional em várias áreas do conhecimento. O pesquisador atuou por quatro anos ministrando aulas no curso de Ciências Sociais da Ufam.

Metas atingidas
Seráfico acredita que de fato as metas foram atingidas, pois considerou as abordagens das palestras necessárias, as quais pontuaram questionamentos e provocações, no sentido de que houvesse uma reflexão mais ampla sobre a formação do cientista social na Amazônia.
O professor ressaltou que durante o evento houve apresentações de decisões importantíssimas, resultante das incansáveis reuniões do colegiado em que no seu conteúdo principal trás o formato do perfil profissional que deverá atuar tanto no desenvolvimento da pesquisa acadêmica  quanto  ao desenvolvimento das atividades de  consultoria, assessoria e pesquisa vinculados a órgãos públicos e instituições privadas.
“A idéia é qualificar o profissional no bacharelado em Ciências Sociais para que este possa atuar na pesquisa científica e nas demandas exigidas pelo mercado de trabalho”, completa.

Retomada para realização do evento
O professor lamenta que esse tipo de evento não ocorria com freqüência nos últimos cinco anos e atribui a vários motivos para essa interrupção . “A realização da Semana é uma retomada e um esforço do colegiado para manter permanentemente essas discussões. É importante mencionar o apoio financeiro da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) para a realização do evento”, comenta.
Projeto Político Pedagógico
Para o coordenador, a importância do evento não perpassa somente ao aluno de graduação. Segundo Seráfico, com a reformulação o Projeto Político Pedagógico permitiu o envolvimento dos alunos dos Programas de Pós-Graduação em Antropologia, Sociologia e Sociedade e Cultura na Amazônia. “Então, isso tem possibilitado pensar na articulação dessas duas esferas, permitindo a autonomia entre elas”, frisa.
Nesse sentido, o coordenador conclui que o Curso de Ciências Sociais não deve somente formar alunos para que estes sigam o campo das pós-graduações. Seráfico aponta novas possibilidades e oportunidades de trabalho no campo das ciências Sociais que não são atendidas exclusivamente para as pós-graduações.

Link: Portal UFAM

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Que Ufam? Ufam para quê?


Neste momento de Congresso Estatuinte, lembrei de Darcy Ribeiro e de seu amor à Universidade. E lembrar Darcy me fez voltar ao discurso que proferiu na posse de Cristóvam Buarque como reitor da UnB: “Universidade para quê?” (Ribeiro, 1986), talvez a menor e menos conhecida obra de Darcy educador. Pequena apenas no pequeno número de páginas; enorme na profundidade das suas reflexões.


Dizer que Darcy Ribeiro foi um apaixonado é redundância. Darcy foi um homem que viveu intensamente, um homem que nunca se recusou a enfrentar os desafios do seu tempo com todas as suas forças; um pensador e orador apaixonante. Como diz uma de suas bibliografias, “Para Darcy, enfim antropólogo, escrever romances, fazer poesia são facetas dessa paixão pelo conhecimento. Mas essa paixão não era excludente. Pois estava amarrada às circunstâncias da ação política, da necessidade de fazer escolhas, de decidir e agir sobre elas.” (Gomes, 2000, 21).



“Universidade para quê?”, trinta e duas páginas densamente povoadas de compromisso apaixonado e entrega incondicional, que devem ser a tônica deste momento e que a Ufam se propõe pensar a si mesma a delinear novos caminhos para o seu futuro próximo.
Considerando as diferenças sóciopolíticas entre o momento do discurso de Darcy Ribeiro (1985) e os dias atuais, “Universidade para quê?” oferece uma indicação clara de qual Ufam devemos construir:
Uma universidade consciente de seu papel e do seu tempo, à qual não é mais permitido reproduzir o colonialismo de saber que historicamente marca o fazer acadêmico;

Uma universidade que não se subordine às mordaças do acordo de Bolonha que condena as universidades do Sul1 a se tornarem arremedos de instituições de ensino superior do Norte, reduzidas a cursos tecnicizantes, mero formadores de mão de mero formadores de mão de obra local especializada para o mercado global;
 
 
Uma universidade que não se resigne à condição de “universidade de mentira [...] tão insciente de si como contente consigo mesma” (Ribeiro, 1986, 4) no desempenho do papel secundário que lhe reserva a reestruturação do conhecimento imposta pela hegemonia do capitalismo global;
 
 
“Uma universidade de verdade”, que se constitua como um centro de “criatividade científica e cultural” (Ribeiro, 1986, 5), um espaço de discussão e reflexão crítica que seja capaz de alimentar o diálogo entre saberes diferentes, entre a ciência ocidental moderna e as muitas formas de compreender o mundo formuladas pelos muitos sistemas de produção de conhecimento não científicos, presentes ainda hoje em toda a Amazônia.
 
 
O Congresso Estatuinte é o momento oportuno para afirmarmos o nosso compromisso com uma universidade tomada por uma “postura indagativa de autoquestionamento livre e ardente” (Ribeiro, 1986, 5), o momento oportuno para deixarmos de nos lamentar como “viúvos de universidade” (Ribeiro, 1986) que não foi o que deveria ter sido, porque se apequenou aos ditames burocratizantes de acordos de cooperação internacionais
difundidos como uma nova forma de ser/fazer universidade, pelas condicionantes do mercado, pelos parâmetros quantitativistas das comissões de avaliação do MEC e CNPq, etc. etc. etc.

Que o Congresso Estatuinte marque a morte de uma universidade indigna desse nome, que descambou para uma docência descompromissada, para a mercantilização da pesquisa e extensão transformadas em serviços postos à venda no pregão de editais, para a Dedicação Exclusiva, princípio garantidor da excelência acadêmica, descumprida, violentada através de consultorias, assessorias e prestações de serviços venalizados e para o compromisso social esquecido, e que, como o “renascimento no rito de passagem (Ribeiro, 1986, 7), dele nasça uma universidade para ser como houvera sido: uma universidade amazônica, comprometidacom o destino de nossa região e nossas gentes; uma universidade que seja a “Casa da Consciência Crítica” (Ribeiro, 1986, 15).

Lá de onde estiverem (e certamente que estarão em boa companhia!), que Darcy Ribeiro, “mestre” Anísio Teixeira2 e Paulo Freire façam de nós, delegados no Congresso Estatuinte, seus “cavalos de santo” em defesa da Universidade como lugar de debate livre e autônomo de idéias, compromisso tão necessário nos dias de hoje,
quando a universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada sofre  a ameaça constante de tecnicização do fazer  acadêmico que ameaça reduzi-la a um “colegião”, mero reprodutor de conhecimento  pasteurizado sem lastro no experimentalismo prático-crítico que deve caracterizar a vida acadêmica.

Depois de citar Darcy Ribeiro, o melhor é deixar ele mesmo falar: “Pode-se dizer da cultura erudita brasileira, que ela serviu e serve mais às classes dominantes, para a opressão do povo que a outra coisa. Muitas vezes foi como um enfeite, um adorno, quando não foi a legitimação do poder dos poderosos, consagração da riqueza dos ricos e a consolação dos aflitos com as realidades desse mundo. [...] O saber ou a técnica, por competentes que sejam, nada significam, se não se perguntam para que e para quem existem e operam, se não se perguntam a quem servem, se não se perguntam se há conivência do sábio com o cobiçoso” (Ribeiro, 1986, 9-10).

Essa deve ser a função do Congresso Estatuinte: fazer a Ufam repensar a si mesma, “com autonomia e em liberdade” (Ribeiro, 1986, 8); “ordenar, concatenar as ações, para fazer frente ao espontaneísmo fatalista e, sobretudo, para impedir que os oportunistas façam prevalecer propósitos mesquinhos. Impedir que o professor tal, muito competente às vezes em seu campo, porém com mais talento ainda para puxar o saco do ministro tal, para adular o senador tal, a fim de que o seu pequeno reino na Universidade cresça mais que a Universidade como um todo. Esta eficácia daninha destrói a universidade, tal como o câncer destrói um corpo. É um parasita que vive da carne da instituição que habita” (Ribeiro, 1986, 9).

Criar uma “livre universidade pública” (Ribeiro, 1986, 15), reinventar “uma assessoria cultural, científica e técnica, que seja independente e insubornável, composta por sábios, que não sejam servidores de ninguém, que não dependam de partido nenhum. Essa assessoria autônoma, só a universidade pode dar.” (Ribeiro, 1986, 15), esse deve ser o compromisso dos delegados estatuintes.

Parafrasendo “mestre” Darcy, a Amazônia “não pode passar sem uma universidade que tenha o inteiro domínio do saber humano e que o cultive não como um ato de fruição erudita ou de vaidade acadêmica, mas com o objetivo de, montada nesse saber, pensar” (Ribeiro, 1986, 5) a Amazônia de suas gentes como problema e solução.
PS: Dedico este artigo ao amigo José Henrique Mesquita, que morreu ano passado, e que falaria com muito mais paixão sobre o “mestre Darcy”, como sempre dizia ao lembrar-se dos seus tempos heróicos de UnB, e que se aqui estivesse certamente estaria ajudando a fazermos a UFAM com que sonhamos.



1
“Sul”, aqui, não em sentido geográfico, mas no sentido



utilizado por Boaventura de Sousa Santos, para

designar os países do “terceiro mundo”, colocados fora

do sistema hegemônico ditado pelos países do Norte.



2

“Mestre”, como Darcy se referia à Anysio Teixeira; e



como aqueles que lhe eram próximos se referiam à



ele, Darcy.



Referências:



Gomes, Mércio Pereira (2000). Darcy Ribeiro. São Paulo: Ícone.

Ribeiro, Darcy (1986). Universidade para quê? Série UnB. Brasília: Editora Universidade de Brasília.

Santos, Boaventura de Sousa (2007). La Reinvención del Estado y el Estado Plurinacional. Santa Cruz de la Sierra: Alianza Internacional CENDA, CEJIS, CEDIB.



Lino João de Oliveira Neves é mestre

em Antropologia Social pela

UFSC e professor do Departamento

de Antropologia (ICHL) da Ufam.


Retirado de: Jornal da ADUA


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Portal UFAM: Estatuto da Ufam



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A presidente da Comissão Executiva do Processo Estatuinte, professora Maria Audirene de Souza Cordeiro, informa à comunidade que o Congresso Universitário Estatuinte ocorrerá no período de 7 a 11 de novembro. 

No primeiro dia, o credenciamento será a partir de 8h30. Às 10h, a reitora, professora Márcia Perales, vai ministrar na abertura oficial. Já a sessão para a escolha da mesa diretora está programada para iniciar às 10h30, após a decisão, o restante da programação deverá ser definida.

*retirado de: Portal UFAM.

Portal UFAM: Abertas Incrições para o VII Jogos Universitários (JUUFAM)


A Pró-reitoria de Assuntos Comunitários (Procomun) inscreve, até o dia 28 de setembro, alunos e equipes interessados em participar dos Jogos Universitários da Ufam.
As incrições podem ser realizadas das 9h às 16h30, na sala de desporto, antiga Procomun.
                                             Foto: Reprodução.


Informações e conograma: Portal UFAM

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Quem tem medo de Greve na UFAM?



Não é de hoje que o fantasma da greve ronda os corredores da UFAM. Apesar de ser um dos mais fortes instrumentos da luta dos trabalhadores, causa arrepios nos estudantes. Funcionários preguiçosos querendo aumento, ideia que predomina entre os desavisados. Greve para quem?
Parte significativa dos técnicos administrativos está em greve de fato. A Associação de Docentes da UFAM (ADUA), em Assembléia Geral, decidiu manter o indicativo de greve pelos próximos dias. As duas categorias estão concentradas na mobilização de suas bases.
Esse movimento está longe de ser local, crescendo em mais de 50 universidades de todo país. Pelo menos duas reitorias estão ocupadas no país. As discussões estão longe da simples luta salarial. Medidas polêmicas como a Medida Provisória (MP)520/2010 e MP 525, apenas colocam em evidência o desmonte do ensino público. A mobilização dos trabalhadores da educação procura defender a educação pública e de qualidade no ensino superior. Nos últimos anos a precarização do ensino tem acelerado. O REUNI pode ser apenas uma dessas facetas. 
No próprio Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), alguns cursos novos sofrem com falta de professores. Nos últimos anos, a própria ADUA, foi uma das únicas entidades a discutir o crescente movimento de privatização da universidades públicas e os impactos do REUNI. Na parte estudantil a desmobilização encontra-se em estado crítico.
As últimas gestões do Diretório Central dos Estudantes (DCE) eram formadas majoritariamente por militantes de partidos políticos alinhados ao Governo Federal. Gestões abandonadas ainda são lembradas pelos mais atentos. Enquanto faltam salas para abrigar os C.A.´s do ICHL, estão sobrando salas comerciais no novo Centro de Convivência, que ainda está em construção. Episódio muito pouco esclarecido e divulgado no meio acadêmico. No momento em que ocorreu o XX Encontro de Pesquisa
Educacional do Norte e Nordeste, não temos nem banheiros limpos para apresentar. Falta estrutura básica, até mesmo para se tomar banho num dia de muito calor.
E quem sabe que deveria ter jantar no Restaurante Universitário? A burocracia e a desinformação são
mecanismos de poder sabiamente utilizados para ganhos pessoais. Muita gente ainda confunde os recursos públicos com as contas pessoais. E nesse ponto a UFAM ainda tem muito a aprender. Estudantes, técnicos e professores, formam a estrutura básica da Universidade. Fazendo parte do mesmo universo, os problemas de um afetam todos os outros. Trocar experiências e informações pode começar a mudar o quadro das coisas.

Dinâmica da Ocupação da UFSM:
Ocupação da Reitoria:


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Assembleia de Estudantes da UFAM.

 Atenção estudante: Segunda-feira, 19/09/2011

 Exibição do documentário "LA REBELION DE LA PINGUINA"


Em maio de 2006, Chile presenciou o surgimento e o amadurecimento do movimento de estudantes secundaristas, que configurou um processo original de luta e imensa força com mais de um milhão de estudantes mobilizados em todo o território nacional. Com protestos de rua e principalmente ocupações de colégios, exigindo não apenas melhoras na edução, se não também mudanças estruturais no país, os pinguins, como são conhecidos os estudantes secundaristas no Chile, selaram um caminho de luta. 
*retirado do Dvd.
  
  e D e b a t e

        "Os problemas da Universidade"

 Quando: 19 de Setembro de 2011, às 16h.

 Onde: Hall do ICHL. 
  

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A g i r , P o s s i b i l i t a

O Coletivo Amigos do CACS chama todos os estudantes do curso para ação. Fazemos um apelo para formulação de um movimento de base dos estudantes. Chamado que foi resultado do desdobramento de conversas e opiniões sobre a latente necessidade de reorganização do movimento estudantil do curso. Entendemos que a constituição de um movimento base é a forma legítima de representação estudantil. Estamos completamente desagregados. Isso significa que a informação não circula pelos corredores e salas de aulas. Apenas para lembrar, alguns temas importantes que não estão tendo qualquer debate amplo pelos estudantes: Semana de Ciências Sociais, reforma da grade currículo pedagógica, o problema da licenciatura, dentre outros. São temas que refletem diretamente em nossa formação. Este não é um problema isolado de nosso curso, vários cursos da UFAM e de outros estados enfrentam o problema da desmobilização geral.
Articular informações significa conhecer nossas ideias e experiências. Podemos criar e participar ativamente de encontros regionais e nacionais, formar nossas próprias pautas e reivindicações. Nosso chamado pretende impulsionar o protagonismo dos estudantes nos rumos das Ciências Sociais no Amazonas. Formar uma rede de informação entre os períodos e potencializar os interesses e ideias
de cada um em proveito do coletivo. A simples organização dos estudantes poderia resultar em projetos interessantes como jornais, mídia digitais e debates no interior do curso, na UFAM e para além dos muros da universidade. Um espaço físico que possa fornecer uma estrutura mínima para os estudantes com computadores, internet, biblioteca, videoteca, impressora, sede de sua organização, pode se tornar uma demanda legítima da organização estudantil. Vale lembrar que em 2010 perdemos nosso espaço físico que ficava localizado no bloco do Departamento de Filosofia. Abandonado por
antigas gestões, e pelo nosso desinteresse, que deixamos o centro acadêmico arruinado literalmente. Atualmente estamos estudando para compreender a realidade e conhecer diversas possibilidades de intervenção direta. Sem dúvida, somos capazes de formar uma organização comprometida com o coletivo, que possa render frutos para a sociedade manauara. 
Apontamos a organização burocrática e centralizadora, representada pelo sistema presidencialista, como um dos principais fatores que de forma gradual nos levou para apatia. Surge no momento um nova possibilidade de organização que está centrada na ação direta de todos os estudantes. Construir o coletivo de Ciências Sociais, através da base, poderia ser um novo rumo que poderá render frutos interessantes para os próximos anos.