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segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Medo
O medo e a insegurança permitem ao Estado medidas simbólicas cada vez mais autoritárias, leis cada vez mais punitivas, legitimidas por demandas sociais de proteções reais e imaginárias, principalmente da elite. Além disso, justificam a criação de empresas de segurança e o apoio à privatização da polícia. Criam, ainda, uma indústria de segurança - grades, seguros, alarmes - que, na maior parte das vezes, fornece mais proteção simbólica do que real.
Por fim, legitima discursos oficiais de políticos, da impresa, de chefes religiosos, de "personalidades" diversas, sobre o aumento da violência e da criminalidade como resultado de uma sociedade em decadência. Como resultado, tem-se, por um lado, o fortalecimento de um imaginário da ordem, justificando uma dominação autoritária em potencial, uma diminuição dos espaços sociais, um isolamento gradativo e voluntário das vítimas prováveis, cujos resultados podem servir tanto como incentivador do individualismo, característico das sociedades contemporâneas, ou para a organização de grupos fechados, que, muitas vezes, tomam o aspecto de gangues.
Débora Regina Pastana.
Muito bom:
Café Filosófico - Medo e Temor - em 11 partes.
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