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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ocupa USP: GREVE GERAL DISCENTE NA USP!


Na maior assembleia dos últimos anos os estudantes da USP decidiram por greve geral durante a noite do dia 8 de novembro. Em decisão que demonstra solidariedade aos supostos 'maconheiros' 'sem causa' que foram presos pela tropa de choque. As minorias aventureiras estão sozinhas contra a massa universitária?
Confira a ata da assembleia:

A assembleia deliberou os seguintes encaminhamentos:
  1. Greve imediata
  2. Eixos
    1. Retirada de todos os processos movidos contra estudantes por motivos políticos!
    2. Fora PM! Pelo fim do convênio da USP com a Secretaria de Segurança Pública.
    3. Liberdade aos presos e nenhuma punição administrativa ou criminal!
    4. Fora Rodas!
    5. Outro projeto de segurança na USP! Que a reitoria se responsabilize por:
      1. Plano de iluminação no campus;
      2. Política preventiva de segurança;
      3. Abertura do campus à população para que tenhamos maior circulação de pessoas;
      4. Abertura de concurso público para outra guarda universitária, que tenha treinamento para prevenção dos problemas de segurança e com efetivo feminino para a segurança da mulher;
      5. Mais circulares;
      6. Circular até o Metrô Butantã.
  3. Atividades
    1. Ato nesta quinta-feira (10/11) às 14:00 no Largo São Francisco. Concentração: 12:00.
    2. Próxima Assembleia Geral dos Estudantes: quinta-feira (10/11) às 18:00 no Largo São Francisco.
  4. Comando de greve
    1. Será formado por delegados eleitos nas assembleias de cursos;
    2. Um delegado a cada vinte presentes na assembleia


Confira fotos: Portal Uol
Tema clássico espanhol sobre greve geral. Nas fotos a luta dos trabalhadores de estaleiro em Barcelona contra privatização.

Nota pública dos presos políticos da USP

Retirado de: Ocupa USP


São Paulo, 08 de novembro de 2011 - 14h15

Nós, estudantes da USP, que lutamos contra a polícia na universidade e pela retirada dos processos administrativos contra estudantes e trabalhadores, viemos por meio desta nota pública, denunciar a ação da tropa de choque e da polícia militar na madrugada do dia 8/11.
Numa enorme demosntração de intransigência em meio ao período de negociação e na calada da noite, a reitoria foi responsável pela ação da tropa de choque da PM que militarizou a universidade numa repressao sem precedentes. Num operativo com 400 homens, cavalaria, helicópteros, carros especializados e fechamento do Portão 1 instalou-se um clima de terror, que lembrou os tempos mais sombrios da ditadura militar em nosso pais.
Resistimos e nos obrigaram a entrar em salas escuras, agrediram estudantes, filmaram e fotografaram nossos rostos (homens sem farda nem identificação). Levaram todas as mulheres (24) para uma sala fechada, obrigando-as a sentarem no chão e ficarem rodeadas por policiais homens com cacetetes nas mãos. Levaram uma das estudantes para a sala ao lado, que gritou durante trinta minutos, levando-nos ao desespero ao ouvir gritos como o das torturas que ainda seguem impunes em nosso país. Tudo isso demonstra o verdadeiro caráter e o papel do convênio entre a USP e a polícia militar.
A ditadura vive na USP. Tropa de choque, polícia militar, perseguições a estudantes e trabalhadores, demissão de dirigentes sindicais, espionagem contra ativistas e estudantes, repressão através de consultas psiquiátricas aos moradores do CRUSP (moradia estudantil).
Nós, que estamos desde as 5h sob cárcere e controle dos policias, chamamos todos a se manifestarem contra a prisão de 73 estudantes e trabalhadores por lutarem com métodos legitimos por seus direitos.
Responsabilizamos o reitor Joao Grandino Rodas, e toda a sua burocracia acadêmica e o governador do estado de SP Geraldo Alckmin, junto ao seu secretário de seguranca pública, por toda a repressao dessa madrugada. Reafirmamos nossa luta contra a polícia, dentro e fora da universidade, que reprime a população pobre e trabalhadora todos os dias.

Fora PM! Revogação do convênio! Retirada dos processos! Liberdade aos presos políticos!

"Pode me prender, pode me bater, pode até deixar-me sem comer, que eu não mudo de opinião! Porque da luta eu não saio não!"